A BANDA - Tradição em Macapá

Publié le par Nara39

 

Depois de fazer uma minuciosa pesquisa na internet para achar arquivos e fotos sobre A Banda” encontrei a verdadeira história do Bloco de Sujos escrito por Austregésilo Sussuarana em 11/01/99, irmão do saudoso Sussuarana do bairro do Trem. A lembrança me deixa nostálgica e quando criança lembro da felicidade que ficava ao chegar o grande dia do desfile da Banda, tenho boas  lembranças, assim como todos que esperam esse dia chegar para colocar a fantasia ou apenas admirar e se divertir com as brincadeiras e fantasias dos participantes. O mar da diversidade de ritmos e cores que desfilam na terça-feira gorda de carnaval na cidade de Macapá é e sempre será inesquecível, não vamos deixar morrer esse símbolo de festa saudável de nosso povo. 

 

 

Por A.Castro Sussuarana (SIC)
O Bloco de sujos denominado “A Banda”, teve o seu início na sede do Amapá Clube, em uma terça-feira gorda de carnaval do ano de 1965.

No domingo gordo de carnaval daquele ano, na sede do Amapá Clube, o nosso amigo José Figueredo Souza – “O Savino”, teve a idéia de formar um bloco de sujo para brincar o carnaval. A equipe de sócios do clube, na época, presente naquele domingo estavam, além do Savino, Amujacy Borges de Alencar, que era, na época, o atual presidente do clube, José Maria Frota de Almeida, Tenente pessoa, “O Ingrena”, já falecidos, o Tenente Pessoa todos os anos gostava de sair de “anjo”, Lourival Francisco de Oliveira adorava se vestir de “boneca”. João de Castro Sussuarana, já falecido, ele gostava de tomar o seu “Rum”, seguindo sozinho, motivo pelo qual alugava a carroça do Ramiro, conhecido como “Ramiravel”, também falecido. Na Carroça já abastecida de Rum e gelo aqui e acolá tomava um gole.


Após a morte do Sussuarana, o seu irmão Austregésilo Sussuarana vem comandando a “Farmácia” distribuindo a pinga e gelo aos brincantes. Jarbas Ferreira Gato que também foi presidente do Clube, Darciman Borges de Alencar, Altair Pereira Lemos, José Tavares de Almeida (Cartório Jucá), falecido, professor Munoz, Bernardo Rodrigues de Souza, professor Wanderley, Raimundo Penafort, Façanha, Jeffeson Luiz, Eleodon José “o Perereca”, Osmar Oliveira, vulgo Budorinha”, Job de Melo Nogueira, falecido, estes foram os fundadores do bloco de sujo “A Banda”. Onde arranjar os tambores para a batucada? Foi aí que o Savino e o Amujacy resolveram o problema, na época o Amujacy era diretor do Colégio Industrial de Macapá e o Savino professor no Colégio Amapaense, ficando dessa forma resolvido o problema do bloco de sujo, que saiu as ruas pela primeira vez naquela terça-feira gorda, diretamente da sede do Amapá Clube às 14 horas.

Nesse mesmo ano quando o bloco passava pela rua Leopoldo Machado, no canto do Estádio Glicério Marques, apareceu aquela boneca grande bailando e se juntou ao bloco, era o “Cutião” em baixo da boneca dançando, que até hoje dança no bloco alegrando a turma, só que o nosso amigo Cutião nos deixou há mais de quatro anos.

Na época o ex-governador do Território, Janary Nunes, era candidato a Deputado Federal pela UDN, e sua campanha tocava aquela macha musical “Pra ver a Banda passar”, ai também adotamos a mesma música em nosso bloco, isto porque a maioria era funcionário público e adepto a campanha de Janary.

Contratamos então a banda da Guarda Territorial, apelidada como “A furiosa”. O nosso percurso era o seguinte: Amapá Clube, com saída às 14 horas, praça Veiga Cabral, Cândido Mendes, Feliciano Coelho, Leopoldo Machado e Avenida FAB, até o palanque oficial, em frente ao Palácio.

 

Naquela época o governador substituto era Roberto de Souza Rocha, revolucionário e não gostava nada do Janary Nunes, como o nosso bloco adotava a música de campanha do Janary, o Robertão, assim era chamado, proibiu os componentes da “A Banda” de passarem em frente ao palanque oficial, determinando ao chefe da polícia que os guardas territoriais não deixassem os componentes da “A Banda” passar em frente ao palanque oficial.

Nessa ocasião, Savino, Amujacy e outros brincantes após várias discussões com os policiais resolveram não enfrentar os policiais e acatar as ordens, saindo da Avenida FAB pela direita da rua Eliezer Levy com destino a sede do Amapá Clube. Os espectadores que estavam apreciando toda a confusão da arquibancada deixaram o palanque e nos acompanhou dançando e cantando a macha “Pra ver a Banda passar”. No palanque ficou poucas pessoas porque a maioria nos acompanhou pulando e dançando e cada vez mais o bloco ia engrossando até a chegada na sede do Amapá Clube, a quadra de basquete ficou pequena para tantos brincantes inconformados com as ordens arbitrarias do governador “Robertão”, e a folia só terminou altas horas da madrugada.

 

 

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